Check-up médico: quais exames pedir?

Dr. Angelo Bannack

Atualizado há 1 dia

Uma cena muito comum no consultório: o paciente chega com uma lista de exames que quer fazer. Glicose, colesterol, hemograma, testosterona, vitamina D, TSH, ultrassom de abdômen, eletrocardiograma, teste ergométrico — e às vezes até um teste genético que viu anunciado na internet prometendo mapear a predisposição a dezenas de doenças.

A intenção por trás disso é ótima. Quem quer fazer uma lista assim está preocupado com a própria saúde e quer resolver de uma vez. O problema é que boa parte desses exames — pedidos desta forma, para pessoas sem sintomas e sem fatores de risco — não tem evidência de que mude alguma coisa. E pedir exame sem indicação tem um custo que vai além do financeiro: achados inespecíficos, investigações desnecessárias, ansiedade e, em alguns casos, tratamentos que fazem mais mal do que bem.

Este artigo é um guia prático sobre o que faz sentido pedir num check-up — e o que pode esperar. As recomendações seguem principalmente a US Preventive Services Task Force (USPSTF), complementadas pelas diretrizes brasileiras e pelo calendário de vacinação do adulto da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Se quiser entender primeiro por que fazer check-up, o que a ciência diz sobre ele e qual médico procurar, leia o artigo Check-up médico: devo mesmo fazer? — este aqui é o complemento prático.

Boa leitura.

📋 O essencial deste artigo

  • O check-up começa pela consulta clínica — história pessoal, história familiar, hábitos de vida, exame físico e pressão arterial. Sem isso, qualquer lista de exames é padronizada demais para ser útil.
  • Rastreamento cardiovascular: pressão arterial em toda consulta, perfil lipídico com avaliação formal de risco a partir dos 40 anos.
  • Rastreamento de diabetes: glicemia ou hemoglobina glicada a partir dos 35 anos — ou antes se houver sobrepeso, obesidade ou história familiar.
  • Rastreamento de saúde mental: depressão, ansiedade e abuso de álcool devem ser rastreados em toda consulta médica para todos os adultos — por meio de perguntas estruturadas, não de exames laboratoriais.
  • Rastreamento de câncer: Papanicolau ou DNA-HPV a partir dos 25 anos (mulheres), mamografia a partir dos 40–50 anos (mulheres), colonoscopia a partir dos 45 anos, PSA a partir dos 55 anos em decisão compartilhada (homens).
  • Vacinas do adulto: herpes-zóster a partir dos 50 anos, pneumocócica a partir dos 60 anos, VSR a partir dos 70 anos — além das vacinas anuais e de atualização.
  • Testes genéticos de predisposição disponíveis comercialmente ainda não têm indicação médica estabelecida para a população geral — e não devem substituir o rastreamento clínico baseado em evidências.
  • Exames muito pedidos em check-ups como eletrocardiograma de rotina, ultrassom abdominal preventivo, testosterona, marcadores tumorais e vitamina D não têm evidência de benefício em pessoas sem sintomas e sem fatores de risco específicos.

Antes dos exames: a consulta

A parte mais importante de qualquer check-up não é o exame de sangue — é a conversa. É a partir da história clínica que o médico consegue definir o que precisa ser investigado para cada pessoa.

Numa consulta bem feita são avaliados:

Anamnese completa: doenças prévias, cirurgias, medicamentos em uso, alergias, histórico de saúde mental.

História familiar: doenças em pais, irmãos e avós — com atenção especial para câncer, doença cardiovascular em idade jovem (infarto antes dos 55 anos no pai ou antes dos 65 na mãe) e diabetes. A história familiar é o principal fator que pode antecipar ou intensificar o rastreamento.

Hábitos de vida: alimentação, nível de atividade física, sono, uso de álcool e tabaco. O aconselhamento sobre esses hábitos é parte do check-up — e muitas vezes mais eficaz do que qualquer exame.

Saúde mental: rastreamento de depressão e ansiedade é recomendado para todos os adultos. Não é um exame de sangue — são perguntas estruturadas dentro da consulta.

Medidas: peso, altura, índice de massa corporal, circunferência abdominal e pressão arterial. A aferição da pressão em toda consulta é a intervenção preventiva de maior custo-benefício da medicina — a hipertensão raramente dá sintomas antes de causar danos sérios.

Exame físico completo: avaliação clínica que orienta o que pedir e o que não pedir.

Com essas informações, o médico consegue montar um plano de rastreamento individualizado. Sem elas, qualquer lista de exames é um chute — que erra para mais em uns e para menos em outros.


O que pedir — por categoria

Pressão arterial e risco cardiovascular

Pressão arterial: deve ser aferida em toda consulta médica, a partir dos 18 anos. É o rastreamento mais simples e de maior impacto na medicina preventiva.

Perfil lipídico e avaliação de risco cardiovascular: a partir dos 40 anos, o perfil lipídico deve ser interpretado junto com outros fatores — idade, sexo, pressão arterial, tabagismo e diabetes — para estimar o risco de infarto ou AVC nos próximos 10 anos. Existem calculadoras específicas para isso, e o resultado define se há indicação de tratamento preventivo. Em adultos mais jovens com fatores de risco (história familiar de doença cardiovascular precoce, obesidade, tabagismo), a avaliação pode ser antecipada.

Diabetes

Glicemia em jejum ou hemoglobina glicada: recomendada a partir dos 35 anos para adultos sem fatores de risco, com repetição a cada 3 anos se normal. Para quem tem sobrepeso, obesidade, história familiar de diabetes, hipertensão ou colesterol alterado, o rastreamento deve começar antes — independentemente da idade.

Saúde mental

O rastreamento de saúde mental é recomendado pela USPSTF para todos os adultos em toda consulta médica — e muitas vezes é a parte mais negligenciada do check-up.

Depressão e ansiedade: o rastreamento é feito por meio de perguntas estruturadas dentro da consulta (como o PHQ-2/PHQ-9 para depressão e o GAD-2/GAD-7 para ansiedade), não por exame de sangue. A prevalência é alta e o diagnóstico precoce muda desfechos de forma significativa.

Abuso de álcool: a USPSTF recomenda rastreamento com instrumentos validados (como o AUDIT-C) para todos os adultos. O consumo de risco é subestimado na prática clínica e raramente perguntado em check-ups convencionais.

Uso de drogas: rastreamento recomendado para adultos, com instrumentos breves adaptados ao contexto clínico.

Esses rastreamentos fazem parte da consulta — não geram pedidos de exame, mas são parte indispensável de um check-up completo.

Câncer

Câncer de colo do útero (mulheres a partir dos 25 anos)

Atualmente, o rastreamento ainda é feito principalmente com o Papanicolau, realizado a cada 3 anos após dois exames negativos consecutivos com intervalo de um ano.

No entanto, o DNA-HPV — teste molecular que detecta diretamente o vírus responsável pela maioria dos cânceres de colo do útero — já está sendo implementado como primeira opção no SUS, em atualização recente das diretrizes do Ministério da Saúde. A tendência é que o DNA-HPV substitua gradualmente o Papanicolau também na rede privada, por ter maior sensibilidade e permitir intervalos mais longos entre os exames. Vale discutir com seu médico qual das duas opções está disponível e qual faz mais sentido no seu caso.

Câncer de mama (mulheres)

A mamografia é o principal exame de rastreamento — e aqui existe uma das maiores divergências entre diretrizes na medicina preventiva brasileira.

O Ministério da Saúde e o INCA recomendam rastreamento bienal para mulheres entre 50 e 74 anos. Em janeiro de 2025, o INCA publicou posicionamento reforçando essa faixa, argumentando que a maioria das evidências não mostra benefício consistente abaixo dos 50 anos e que a sensibilidade da mamografia é significativamente menor em mulheres mais jovens. O SUS não restringe o acesso de mulheres entre 40 e 49 anos que desejarem realizar o exame — mas orienta que sejam informadas sobre riscos e benefícios antes de decidir.

Do outro lado, a USPSTF (atualização de 2024) e o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) recomendam rastreamento a partir dos 40 anos — argumento reforçado pelo fato de que 37% a 42% dos cânceres de mama no Brasil ocorrem em mulheres com menos de 50 anos. A Sociedade Brasileira de Mastologia também recomenda mamografia anual a partir dos 40 anos para mulheres de risco habitual.

Na prática, a decisão entre 40 e 50 anos deve ser compartilhada — considerando história familiar, densidade mamária e preferência da paciente. Mulheres com histórico familiar de câncer de mama em parente de primeiro grau — especialmente diagnosticado antes dos 50 anos — ou com mamas densas devem conversar com seu médico sobre iniciar o rastreamento mais cedo, independentemente da diretriz adotada.

Câncer colorretal (a partir dos 45 anos)

O rastreamento de câncer de intestino deve começar aos 45 anos para a população geral, antecipado para quem tem histórico familiar. As opções são:

  • Pesquisa de sangue oculto nas fezes (FIT): anualmente
  • Colonoscopia: a cada 10 anos — o exame mais completo, que permite tanto a detecção quanto a remoção de pólipos na mesma sessão
  • Colonoscopia virtual (tomográfica): a cada 5 anos

A colonoscopia é o padrão-ouro, mas as alternativas são válidas para quem prefere evitar o procedimento ou tem contraindicações.

Câncer de pulmão

Rastreamento com tomografia de tórax de baixa dose é recomendado apenas para um perfil específico: adultos entre 50 e 80 anos com histórico de tabagismo pesado (20 ou mais maços-ano) que ainda fumam ou pararam há menos de 15 anos. Para não fumantes ou ex-fumantes leves, não há indicação de rastreamento.

Câncer de próstata — PSA (homens)

O PSA é um dos exames mais discutidos — e mais mal compreendidos — da medicina preventiva. Não porque seja um exame ruim, mas porque sua interpretação é complexa.

Um PSA elevado não significa câncer. E parte dos cânceres detectados pelo PSA são de crescimento tão lento que nunca causariam sintomas ou morte — mas podem levar a tratamentos com efeitos colaterais relevantes (impotência, incontinência urinária). Por isso, a USPSTF recomenda que a decisão de rastrear entre 55 e 69 anos seja compartilhada — o médico explica os riscos e benefícios, e o paciente decide com base na sua preferência. Acima dos 70 anos, as principais diretrizes não recomendam o rastreamento de rotina.

A Sociedade Brasileira de Urologia tem posição mais favorável ao rastreamento anual a partir dos 50 anos, o que gera divergência real entre especialistas. A decisão deve ser individualizada.

Infecções sexualmente transmissíveis (IST)

HIV, sífilis e hepatites B e C: pelo menos uma vez na vida adulta para todos, com repetição conforme fatores de risco e comportamento sexual. As taxas de sífilis e HIV têm crescido de forma preocupante no Brasil, e grande parte dos casos permanece sem diagnóstico por falta de rastreamento.

Saúde óssea

Densitometria óssea: recomendada para mulheres a partir dos 65 anos. Antes disso, apenas se houver fatores de risco para osteoporose — como baixo peso, uso prolongado de corticoides, tabagismo ou histórico de fraturas por traumas mínimos.

Aneurisma de aorta abdominal

Ultrassom de aorta abdominal: recomendado uma única vez para homens entre 65 e 75 anos que já fumaram. O aneurisma de aorta raramente dá sintomas antes de se tornar uma emergência — e o rastreamento nesse grupo específico tem boa evidência de reduzir mortalidade.


Vacinas do adulto

O calendário vacinal do adulto é uma das partes mais negligenciadas do check-up. A maioria das pessoas sabe que precisa se vacinar contra gripe todo ano — mas há outras vacinas igualmente importantes.

Seguindo o calendário de vacinação do adulto da SBIm:

Vacinas anuais e de atualização:

  • Influenza (gripe): anualmente para todos
  • dT ou dTpa (tétano, difteria e coqueluche): atualização a cada 10 anos
  • COVID-19: conforme esquema e atualizações vigentes
  • Hepatite B: para quem não foi vacinado ou não tem imunidade documentada
  • HPV: para mulheres até 45 anos e homens até 45 anos, conforme indicação

Vacinas por faixa etária:

  • Herpes-zóster: a partir dos 50 anos — duas doses da vacina recombinante (Shingrix), independentemente de ter tido catapora ou não. O herpes-zóster pode causar dor intensa e duradoura (neuralgia pós-herpética), especialmente em imunossuprimidos e idosos
  • Pneumocócica: a partir dos 60 anos — protege contra pneumonia, meningite e sepse por pneumococo
  • VSR (vírus sincicial respiratório): a partir dos 70 anos — vacina mais recente no calendário do adulto, com boa evidência de proteção em idosos

Sobre os testes genéticos de predisposição

Nos últimos anos surgiram testes genéticos comerciais — disponíveis direto ao consumidor, sem necessidade de médico — que prometem mapear a predisposição a dezenas de doenças: câncer, Alzheimer, doenças cardiovasculares, entre outras.

A ideia é atraente. Quem não gostaria de saber com antecedência o que pode enfrentar no futuro?

O problema é que esses testes, na sua grande maioria, ainda não têm utilidade clínica estabelecida para a população geral. Detectar uma variante genética associada a uma doença não significa que essa doença vai se desenvolver — a maioria das condições comuns depende da interação entre genes e ambiente de formas que ainda não conseguimos prever com precisão. Além disso, um resultado “de risco” pode gerar ansiedade significativa sem que haja nenhuma intervenção preventiva eficaz disponível.

Os testes genéticos têm valor clínico real em situações específicas — como investigação de síndromes hereditárias (BRCA1/BRCA2 para câncer de mama e ovário, síndrome de Lynch para câncer colorretal) em pessoas com histórico familiar sugestivo. Nesses casos, o teste é solicitado pelo médico, com aconselhamento genético antes e depois do resultado.

Fora desse contexto, os testes comerciais de predisposição servem mais como curiosidade do que como ferramenta médica — e não substituem nem complementam o rastreamento clínico baseado em evidências.


O que geralmente não precisa ser pedido em check-ups

Alguns exames aparecem com frequência em check-ups mas não têm evidência de benefício para pessoas sem sintomas e sem fatores de risco específicos. Vale conhecê-los — não para criticar quem os pede, mas para entender que mais exames não significa melhor cuidado.

Eletrocardiograma de rotina: a USPSTF conclui que não há evidência suficiente de que fazer ECG em adultos assintomáticos de baixo risco cardiovascular melhore desfechos. Isso não significa que nunca deve ser pedido — apenas que não faz parte do check-up padrão de pessoas saudáveis.

Ultrassom abdominal preventivo: muito solicitado, sem recomendação para rastreamento em assintomáticos. Costuma gerar achados inespecíficos que levam a investigações adicionais sem mudar prognóstico.

Testosterona de rotina: sem indicação para rastreamento em homens sem sintomas de hipogonadismo (fadiga intensa, disfunção erétil, perda de libido, redução de massa muscular).

Vitamina D em assintomáticos: a USPSTF conclui que a evidência atual não é suficiente para recomendar a dosagem rotineira. Vale pedir quando há sintomas compatíveis com deficiência ou fatores de risco específicos.

Marcadores tumorais (CEA, CA-125, CA-19.9, AFP): não são recomendados para rastreamento de câncer em pessoas sem sintomas. Essa é uma das principais recomendações da Choosing Wisely Brasil, iniciativa das sociedades médicas brasileiras.

TSH sem indicação: sem evidência de benefício no rastreamento rotineiro de disfunção tireoidiana em assintomáticos sem fatores de risco.

Teste ergométrico em assintomáticos de baixo risco: a Choosing Wisely desaconselha o uso rotineiro em pessoas sem doença cardiovascular conhecida e sem sintomas sugestivos.


Quando o seu caso muda tudo

As recomendações acima valem para pessoas sem fatores de risco específicos. Se você tem alguma das situações abaixo, o rastreamento pode começar antes, ser mais frequente ou incluir exames adicionais:

  • História familiar de câncer: o rastreamento pode ser antecipado em 5 a 10 anos em relação à idade do parente afetado
  • Tabagismo atual ou pesado no passado: indica rastreamento de câncer de pulmão e aneurisma de aorta em idades específicas
  • Obesidade: rastreamento de diabetes mais cedo, avaliação de apneia do sono, avaliação cardiovascular mais frequente
  • Doenças já diagnosticadas (hipertensão, diabetes, colesterol): acompanhamento e monitoramento com periodicidade própria, diferente do check-up de prevenção primária
  • Síndromes hereditárias confirmadas ou suspeitas: protocolos específicos, geralmente acompanhados por especialistas

Por isso a história familiar — coletada com cuidado na consulta — vale mais do que qualquer exame isolado. Com ela, o médico consegue identificar quem precisa de rastreamento intensificado e quem pode seguir o protocolo padrão.

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Conclusão

Um check-up bem feito não tem uma lista fixa. Tem uma consulta bem feita, uma história bem coletada e um plano de rastreamento que faz sentido para aquela pessoa — com aquela idade, aqueles hábitos e aquela história familiar.

Pedir exame de menos é tão problemático quanto pedir de mais. A diferença entre os dois está no quanto o médico conhece o paciente.

Para quem quer entender o conceito por trás do check-up — o que a ciência diz, quando fazer e por que alguns exames podem fazer mais mal do que bem — recomendo o artigo Check-up médico: devo mesmo fazer?.

E se você quer ter um médico que te acompanha ao longo do tempo, coordena seu cuidado e faz esse check-up de forma individualizada, leia sobre o que faz o médico de família.

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Um forte abraço.

*A imagem que ilustra este artigo foi gerada por inteligência artificial.


Principais referências

  • US Preventive Services Task Force (USPSTF) — recomendações de rastreamento, atualizadas continuamente
  • Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) — calendário de vacinação do adulto
  • Choosing Wisely Brasil — recomendações de práticas a questionar
  • Ministério da Saúde — Diretrizes de rastreamento de câncer do colo do útero (atualização 2023–2024)
  • Sociedade Brasileira de Cardiologia — Diretriz de Prevenção Cardiovascular
  • Sociedade Brasileira de Mastologia — Recomendações de rastreamento de câncer de mama
  • Sociedade Brasileira de Urologia — Diretrizes sobre rastreamento de câncer de próstata
Dr. Angelo Bannack - Médico de Família

Dr. Angelo Bannack

Dr. Angelo Bannack é médico de família e comunidade em Curitiba, com atuação em consultório particular e atendimento domiciliar. Trabalha com foco em prevenção, check-ups personalizados e acompanhamento contínuo baseado em evidências.

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