Check-up médico: devo mesmo fazer?

Dr. Angelo Bannack

Atualizado há 2 meses

Um dos motivos para alguém procurar um médico é para a realização do chamado check-up. Diariamente recebo vários pacientes exigindo esse ou aquele exame, transformando o consultório numa verdadeira prateleira de saúde com um cardápio variado para todos os gostos. Na visão de muitas pessoas, ir ao médico e pedir um monte de exames é uma forma de garantir sua saúde. Mas será que fazer um check-up médico é isso mesmo? Fazer mais exames é sempre a melhor coisa? Uma consulta uma vez por ano e tendo os exames com os resultados dentro do padrão considerado normal é o mais adequado?

Neste artigo tento responder a essas e outras perguntas. No final discuto sobre os exames recomendados para cada idade e também os problemas em se fazer exames desnecessários. 

Boa leitura.

*Prefere assistir? O conteúdo deste artigo também está disponível no vídeo abaixo. 

Vídeo: CHECK-UP médico: devo mesmo fazer?

Quando foi a última vez que foi ao MÉDICO fazer seu CHECK-UP?

O que é um check-up médico?

Os cuidados de saúde de qualidade incluem dois elementos fundamentais: tratamento apropriado para doenças existentes e cuidados preventivos adequados para tentar amenizar problemas futuros de saúde [CDC]. O termo check-up (checkup ou ainda checape) significa algo como checar ou conferir. Na medicina é utilizado para designar justamente os cuidados preventivos. E como preventivo não está incluído apenas um conjunto de exames para avaliar se há algum problema de saúde, isto é mais um rastreio de doenças pré-existentes do que a prevenção delas. É também um momento de o médico conversar e entender os hábitos de vida do paciente e tentar propor medidas de intervenção, de forma a evitar doenças futuras ou reduzir os seus potenciais danos. O aconselhamento para parar de fumar é um bom exemplo de prevenção de doenças. A medida da glicose em jejum é um exemplo de rastreio de uma doença já existente, no caso o diabetes

O principal motivo de um check-up médico é detectar alguma condição que possa ser modificada objetivando alguma melhora, seja reduzindo sintomas ou o aparecimento de outras doenças, ou ainda aumentando a expectativa de vida. Detectar precocemente que o colesterol está elevado e realizar mudanças de estilos de vida, como fazer atividade física e reduzir o consumo de gorduras – especialmente as saturadas, pode ajudar a evitar um infarto ou AVC (Acidente Vascular Cerebral), aumentando o tempo de vida e reduzindo a probabilidade de sequelas muitas vezes graves.

O que diz a ciência sobre o check-up médico?

Muitos estudos são realizados para tentar definir se um determinado exame é útil para detectar precocemente alguma condição modificável ou ainda a existência de alguma doença que possa ser tratada precocemente. As principais dificuldades são saber quando e com que frequência os exames devem ser realizados, que exames realizar, que condições tratar e quando tratar. Como a medicina baseada em evidências é bastante complexa e muitas vezes mal compreendida inclusive pelos médicos, algumas iniciativas surgem para tentar facilitar esse processo. São inúmeras as sociedades e associações médicas que fazem guias e diretrizes com recomendações de exames de rotina e tratamento de doenças. No Brasil podemos citar algumas sociedades específicas como a Sociedade Brasileira de Cardiologia, que têm várias diretrizes para rastreio e prevenção de doenças cardíacas, como hipertensão e dislipidemias, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia que têm recomendações sobre rastreios de câncer de mama e colo do utero (liberados apenas para médicos associados) e a Sociedade Brasileira de Urologia com diretrizes sobre rastreio de câncer de próstata.

O Ministério da Saúde brasileiro também conta com um conjunto de diretrizes dos mais variados assuntos.

Porém, a iniciativa independente que contempla o maior número de temas de saúde além de ser constantemente atualizada é a U.S. Preventive Services Task Force (USPSTF). Criada em 1984, a USPSTF é um grupo independente de especialistas composta por 16 membros voluntários que vêm das áreas de medicina preventiva e atenção primária, incluindo medicina interna, medicina de família, pediatria, saúde comportamental, obstetrícia/ginecologia e enfermagem. O grupo trabalha fazendo recomendações baseadas em evidências sobre serviços preventivos clínicos, como exames, serviços de aconselhamento e medicamentos preventivos. 

As recomendações que seguem nesse artigo são as reforçadas pela USPSTF.

Quando fazer um check-up?

Não há um consenso sobre quando fazer e nem sobre a periodicidade, porém parece ser razoável que pessoas saudáveis (que não tenham nenhum problema de saúde) procurem um médico uma vez por ano a partir dos 40 anos de idade para a realização de check-ups. Pessoas mais jovens podem e devem procurar um médico antes disso, principalmente para os rastreios de cancer de colo de útero nas mulheres, rastreio de doenças sexualmente transmissíveis em jovens, e eventualmente rastreio de alguma outra doença (comorbidade), porém não há estudos definitivos sobre a periodicidade de check-ups antes dos 40 anos de idade.

Pessoas que têm alguma doença pré-existente (câncer, diabetes, colesterol alto, entre outras) em algum parente de 1º grau (pai, mãe, irmãos) deve procurar um médico 10 anos antes (esse é o tempo padrão mais encontrado nos estudos) do aparecimento da doença no familiar. Por exemplo, uma mulher cuja mãe teve um câncer de mama descoberto aos 45 anos de idade, pode se beneficiar de fazer um rastreio para cancer de mama a partir dos 35 anos de idade.

Se você já tem uma doença conhecida, a periodicidade de consulta com o médico pode ser outra. Recomendo que consulte seu médico e siga sua recomendação.

Qual médico procurar?

A medicina atual é bastante fragmentada com médicos se especializando cada vez mais em um órgão do corpo ou doença específica. Entendo que os médicos generalistas têm a chance de terem uma visão mais integral dos pacientes, e por isso sugiro buscar um médico de família ou clínico geral para a realização de check-ups periódicos. Talvez o médico de família, que é quem fez sua residência ou especialização não em hospitais, mas sim em unidades de saúde, atendendo os mais diversos casos (agudos e crônicos) na porta de entrada do Sistema Único de Saúde, é o que mais esteja habituado com check-ups e recomendações baseadas em evidências. Não tenho estatísticas oficiais, porém é muito comum o ginecologista ser o médico de referência das mulheres e o cardiologista o dos homens. O primeiro por motivos óbvios, afinal um dos primeiros rastreios que a mulher faz é o de câncer de colo de útero. Já as doenças mais prevalentes nos homens são as cardiovasculares, e por isso a procura pelo cardiologista. 

Independente de qual médico ou especialidade, o mais importante é que seja um médico que você confie e se sinta tranquilo para conversar e expor suas preocupações e necessidades. Alguém que te escute e consiga adequar as evidências – que foram baseadas em uma população geral – para as suas particularidades. No artigo sobre a Medicina Sem Pressa discorro um pouco mais sobre esse tema.

Quais exames devem ser realizados?

Doenças cardiovasculares

Para pessoas acima de 40 anos os principais exames recomendados são os para detecção de fatores de risco e prevenção de doenças cardiovasculares. Dentre eles pode-se destacar:

  • Avaliação de obesidade e sobrepeso: O excesso de peso por si só já é fator de risco para doenças cardiovasculares. Existem diversas formas de se medir, inclusive com balanças modernas e chiques que usam processos de bioimpedância para tentar definir se uma pessoa tem excesso de gordura ou não. Porém, o mais validado cientificamente e utilizado na prática médica é o Índice de Massa Corporal (IMC), que corresponde a medida do peso em quilogramas, dividido pela altura ao quadrado [IMC= peso/ (altura*altura)]. Valores acima de 25 indicam sobrepeso e acima de 30 obesidade.
  • Medição da pressão arterial: Medida no consultório médico durante a consulta. Também recomendado medir anualmente, independentemente da idade, para pacientes com sobrepeso ou obesos (IMC acima de 25). Em caso de alterações o médico pode pedir um monitoramento da pressão em casa (Auto Medida de Pressão Arterial – AMPA) ou ainda com o monitoramento com um aparelho que mede a pressão arterial durante 24 horas num exame chamado de MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial). A hipertensão arterial pode trazer consequências como sobrecarga no coração ou ainda favorecer o entupimento de artérias. Leia mais em meu artigo sobre Pressão Alta
  • Perfil lipídico. Compreende a medida do Colesterol Total, Triglicerídeos, LDL e HDL. Dependendo dos valores o médico poderá indicar ajustes na dieta, atividade física ou medicamentos. O LDL nem sempre é medido, podendo ser calculado com base nos outros exames. 
  • Rastreio de Diabetes: Pode ser realizado com a glicose em jejum ou ainda associado a medida de hemoglobina glicada. A diabetes é uma doença que aumenta o risco de doenças cardiovasculares e por isso sua detecção e tratamento precoces podem ser benéficos. Leia mais sobre a doença e esses exames no meu artigo sobre diabetes.

Cancer

Alguns canceres possuem rotinas de rastreio bem estabelecidas. Os exames costumam ser chamados de preventivos, mas na verdade não previnem o câncer, e sim permitem o diagnóstico precoce, possibilitando tratamento rápido e evitando sequelas graves. Dentre os rastreios recomendados estão:

  • Cancer de mama: O rastreio de cancer de mama deve ser realizado com mamografias a partir dos 50 anos de idade (40 anos para pacientes selecionados) e com periodicidade bianual (apesar de menor evidência, algumas diretrizes recomendam anualmente). A recomendação é de realizar mamografia até os 69 anos de idade ou até a expectativa de vida menor do que 10 anos. A realização do autoexame das mamas não tem boa evidência, sendo a mamografia de maior sensibilidade e especificidade.
  • Cancer de colo de útero: A recomendação é de iniciar o rastreio a partir dos 25 anos de idade, desde que a mulher tenha vida sexual ativa, pois o maior fator de risco para esse cancer é a infecção pelo vírus HPV que se transmite por relação sexual. Um segundo exame deve ser realizado 1 ano após o primeiro e depois a cada 3 anos até os 65 anos de idade, a menos que alguma alteração seja encontrada, daí a periodicidade indicada pode ser menor. Mulheres que fizeram cirurgia de remoção de útero com retirada do colo (histerectomia total) não precisam ser rastreadas. Converse com seu médico a respeito para saber se é seu caso.
  • Cancer de intestino (colorretal): A recomendação mais atual é de iniciar o rastreio aos 45 anos de idade até os 75 anos. Pode ser feito com colonoscopia a cada 10 anos ou com exame anual de pesquisa de sangue oculto nas fezes (Teste Imunoquímico Fecal – FIT). Indivíduos que tenham histórico de cancer de intestino na família podem se beneficiar de outras estratégias.
  • Além de exames, as mudanças de estilo de vida e hábitos saudáveis são sempre benéficos para ajudar a evitar os canceres:

Vacinas

Outra questão importante nos check-ups é garantir que a vacinação esteja em dia. De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações, dentre as vacinas indicadas para adultos brasileiros estão:

  • Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (difteria, tétano e coqueluche) – dTpa: Uma dose de reforço a cada 10 anos.
  • Influenza: anualmente.
  • Covid: Com 4 doses ou conforme esquema determinado pelo Ministério da Saúde.
  • Herpes Zoster: Dose dupla para pessoas acima de 50 anos.
  • Pneumocócica: VPC13 (dose única) e VPP23 (2 doses com intervalo de 5 anos) para idosos acima de 60 anos. Também recomendada para portadores de doenças pulmonares e algumas outras doenças.

Apenas as vacinas Influenza e Covid estão disponíveis nas unidades de saúde e a VPP23 para casos particulares. As demais vacinas somente nas clínicas privadas de vacinação.

Para saber mais consulte meu artigo sobre vacinas para adultos e idosos.

Infecções Sexualmente Transmissíveis

Algumas doenças sexualmente transmissíveis possuem indicação de rastreio para todas as pessoas sexualmente ativas. A periodicidade não é bem definida e deve ser individualizada a cada caso:

  • HIV: O rastreio com o teste Elisa é um dos mais comuns no nosso país.
  • Hepatite B: Normalmente é realizado o rastreio com o teste Antígeno de superfície da Hepatite B (HBsAg). Em caso positivo, outros testes podem ser utilizados para se definir se a doença é recente ou antiga.
  • Hepatite C: O teste de rastreio é a pesquisa de anticorpos anti-HCV.
  • Sífilis: A sífilis é uma doença curável, mas mesmo quem já teve pode se reinfectar. Para quem nunca teve e nem tratou sífilis o rastreio é normalmente feito com um teste de anticorpos não treponêmicos. Para quem já tratou é comum o rastreio com um teste chamado de VDRL.

Doenças psiquiátricas

Dentre as doenças psiquiátricas mais prevalentes e que tem recomendação de rastreio pela USPSTF em toda consulta médica estão: 

Doenças ósseas

A osteoporose é a doença óssea mais prevalente em nosso meio. O USPSTF recomenda rastreio com exame de densitometria óssea para os seguintes grupos:

  • Mulheres na pós-menopausa com idade menor do que 65 anos e com risco para fraturas (uso de corticoide, fratura prévia, baixo peso, tabagista, consumo excessivo de álcool, artrite reumatoide).
  • Mulheres acima de 65 anos.
  • Homens com histórico de fraturas por traumas leves, algumas terapias para cancer de próstata, hipogonadismo, distúrbios intestinais, hiperparatireoidismo.

A densitometria deve ser repetida a cada 2, 5 ou 10 anos dependendo do resultado do exame anterior.

Exames com pouca evidência de serem pedidos de rotina

A menos que se tenham fatores de risco ou outras doenças associadas, alguns exames não trazem benefícios de serem realizados em pacientes sem sintomas e com baixo risco. Entre eles podem-se citar:

  • Hemograma: um dos exames mais comuns de serem pedidos é o hemograma, que dentre outras coisas, detecta deficiência de ferro (anemia). Não parece haver benefícios no pedido rotineiro para pacientes sem sintomas.
  • Creatinina: É um exame que serve para avaliar a função dos rins. É um exame que sempre está em praticamente todos os checkups. Não há evidências de que medir rotineiramente esse exame em pessoas sem doenças ou sintomas traga algum benefício direito de melhora da saúde ou aumento de tempo de vida. Porém tem grande utilidade para avaliar a dose de alguns medicamentos que dependem do rim para serem metabolizados. Por isso algumas diretrizes são favoráveis à sua medida de rotina. Em pacientes hipertensos ou com diabetes a recomendação é a de dosar todo ano e como essas são doenças bastante prevalentes, o exame acaba sendo pedido para todos.
  • Parcial de Urina: Também chamado de exame de urina tipo 1 ou EAS (Elementos Anormais do Sedimento), é um exame utilizado para avaliar algum tipo de alteração ou doença nos rins, também permite avaliar sinais de infecções urinários. A menos que tenha alguma doença pré-estabelecida, não parece ter algum benefício de dosagem anual em pessoas sem sintomas, mas é mais um dos exames que está em praticamente todo checkup, talvez pelos mesmos motivos da creatinina.
  • Cultura de Urina: A menos que seja em gestantes, ou que tenha algum sintoma ou condição que o justifique, não há nenhum benefício comprovado em se medir nem muito menos tratar uma infecção urinária sem sintomas associados, portanto não é um exame que faz parte do checkup de pessoas sem sintomas ou doenças. 
  • Hipotireoidismo: Apesar de ser uma doença bastante prevalente, a detecção e o tratamento precoces de hipotireoidismo em pacientes assintomáticos não parece mudar o desfecho nem aumentar a expectativa de vida. É realizado com a dosagem do Hormônio Tireoestimulante (TSH).
  • Deficiência de vitamina D: Os estudos são conflitantes, mas até o momento não parece haver benefícios em dosar vitamina D em pacientes que não tenham sintomas, a menos que o paciente tenha pouca exposição solar, osteoporose ou alguma condição de mal absorção de nutrientes.
  • Eletrocardiograma (ECG): A maioria dos infartos ocorre em pessoas com ECG normal e muitos achados de ECG não trazem nenhuma consequência. Devem ser pedidos dependendo dos achados de exame físico ou sintomas do paciente.
  • Teste ergométrico (teste de esteira): É um teste que tem utilidade apenas se a probabilidade de alguma alteração no coração seja grande.
  • Cancer de próstata: Seja com PSA ou com toque retal, a decisão de testar em indivíduos sem sintomas e sem fatores de risco deve ser individualizada, pois a maioria dos tumores encontrados em biópsias provavelmente não farão mal para a vida do homem. Além disso os tratamentos podem trazer malefícios como impotência e incontinência urinária.
  • Testes genéticos: a ciência ainda não determinou os benefícios desse tipo de rastreio. Descobrir que você tem um gene alterado que o predispõe a ter Alzheimer, por exemplo, não parece trazer benefícios, visto que é uma doença ainda sem cura.

Qual o problema de fazer exames não recomendados?

Exames não são perfeitos e estão sujeitos a resultados falso positivos. Além disso os valores de referência são baseados em médias da população em geral consideradas “saudáveis”. A simples ansiedade gerada pela expectativa do resultado de um exame já pode ser considerada para a tomada de decisão sobre realizar ou não um exame. Após o resultado de um exame positivo, uma cadeia de eventos é disparada. Outros exames são pedidos, às vezes invasivos, com procedimentos que perfuram o corpo para obter amostras para biópsias em microscópios, ou até mesmo cirurgias diagnósticas com necessidade de sedação. Quando bem recomendado, é um preço a se pagar, mas se o exame foi mal indicado, esses procedimentos podem trazer sequelas graves.

Lembro do caso de um colega médico que passou por um rastreio de obstrução de carótidas (os vasos que levam sangue para o cérebro). Era um paciente jovem, pedalava todos os finais de semana mais de 80km, praticava natação e trabalhava diariamente em seu consultório. Não tinha indicação alguma de tal exame, porém o laudo apresentou uma obstrução significativa de uma das artérias, o que acabou motivando uma cirurgia de desobstrução. Era uma cirurgia de risco, pois poderia haver a liberação de um coágulo provocando um AVC, e foi exatamente o que ocorreu. O médico ficou com sequelas motoras em parte de seu corpo, além de dificuldade na fala. Nunca mais nadou, nem andou de bicicleta. Este tipo de intervenção médica que acaba prejudicando o paciente é chamado de iatrogenia. Se tiver interesse, leia meu texto sobre a iatrogenia, com o relato de outro caso que ilustra melhor o tema.

Além disso, alguns rastreios em pacientes idosos podem trazer mais sequelas e consequências danosas do que benefícios reais. É difícil saber a hora de parar de fazer os check-ups, mas alguns estudos apontam poucos benefícios quando a expectativa de vida é menor do que 10 anos. Porém, entendo que essa é uma decisão que deve ser compartilhada com o médico, pois cada caso é um caso.

Conclusão

Um check-up médico consiste em uma consulta médica, contemplando desde a conversa com o médico, o exame físico com aferição de pressão arterial, verificação de peso, entre outros, e a solicitação de um conjunto de exames que deve ser individualizado para cada pessoa. Parece ser razoável procurar um médico anualmente a partir dos 40 anos de idade para a realização do check-up. Optar por um médico generalista como um Médico de Família pode ser uma opção, mas o mais importante é ter um médico em que se confie. Alguns exames, quando mal solicitados, podem acabar trazendo malefícios com diagnósticos equivocados ou uma sequência de outros exames desnecessários.

Se ainda ficou com dúvida, pergunte nos comentários ou entre em contato diretamente.

Siga meus canais nas redes sociais para atualizações sobre novos artigos.

Até a próxima.

Dr. Angelo Bannack - Médico de Família

Dr. Angelo Bannack

Sou um médico que gosta de escrever, curte tecnologia e que valoriza a ciência como o caminho para a nossa evolução. Como Médico de Família, atendo em meu consultório particular em Curitiba e em consultas domiciliares, ajudando as pessoas a manterem-se saudáveis, com check-ups regulares, orientações e contribuindo no processo de diagnóstico e tratamento da grande maioria dos problemas de saúde.

4 comentários em “Check-up médico: devo mesmo fazer?”

  1. Gosto muito de seus artigos. É bom ler sobre dúvidas que temos sobre a saúde com quem trabalha diretamente com pacientes. Principalmente, nos dias atuais que nos vem uma enxurrada de reportagens e que, muitas vezes, ficamos com dúvidas e os autores apenas despejam seus conhecimentos sem nos dar a oferta de perguntas sobre o assunto.

    Responder
    • Obrigado Claudete. A Internet foi um grande avanço na popularização do acesso a informação. O grande problema é obter informações confiáveis. Estou me esforçando para tentar trazer textos com conteúdo baseado em evidências e que sejam realmente úteis. Um forte abraço.

      Responder

Escreva um comentário